sexta-feira, abril 21, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006
Dia Mundial do Índio
No dia 19 de abril comemorar-se-á o dia mundial do índio, para a surpresa de muitos é dia mundial mesmo, no México, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, do qual participaram diversos países da América. Os índios também foram convidados, mas por causa das constantes perseguições e do desrespeito que sofriam, não aceitaram o convite. Dias depois, após uma reflexão sobre a importância do Congresso na luta pelos seus direitos, os índios decidiram comparecer. A data do acontecimento, 19 de abril, tornou-se o Dia mundial do índio, pois foi a primeira vez que os índios se integraram com os brancos em busca de seus direitos, foi um marco.
Hoje, no Brasil, vivem cerca de 350 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista. No Brasil do Descobrimento se falavam mais de 2000 línguas indígenas, hoje só umas 180 restaram e muitas delas serão extintas nos próximos anos. A língua de um povo é a sua maior expressão, uma língua depois de morta não tem como voltar a ser falada, pois ela é muito mais do que listas de vocabulário, uma língua se renova a cada dia.
Descritos na época do descobrimento como “nus, ferozes e antropófagos” (Hans Staden, 1557), os índios do Brasil se transformaram, cinco séculos depois (para o imaginário ocidental) em pacíficos ecologistas que nossa civilização ameaça com sua crescente dominação... Devemos, no entanto, nos lembrar: Nem bons, nem selvagens, os ameríndios da Amazônia continuam no seio de suas fortes e originais culturas. Seus mundos sonoros, que nós chamamos de música, estão entre os menos conhecidos do planeta.
Na minha página da trama tem duas músicas indígenas pra quem quer conhecer melhor.
Clara Guimarães
Hoje, no Brasil, vivem cerca de 350 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista. No Brasil do Descobrimento se falavam mais de 2000 línguas indígenas, hoje só umas 180 restaram e muitas delas serão extintas nos próximos anos. A língua de um povo é a sua maior expressão, uma língua depois de morta não tem como voltar a ser falada, pois ela é muito mais do que listas de vocabulário, uma língua se renova a cada dia.
Descritos na época do descobrimento como “nus, ferozes e antropófagos” (Hans Staden, 1557), os índios do Brasil se transformaram, cinco séculos depois (para o imaginário ocidental) em pacíficos ecologistas que nossa civilização ameaça com sua crescente dominação... Devemos, no entanto, nos lembrar: Nem bons, nem selvagens, os ameríndios da Amazônia continuam no seio de suas fortes e originais culturas. Seus mundos sonoros, que nós chamamos de música, estão entre os menos conhecidos do planeta.
Na minha página da trama tem duas músicas indígenas pra quem quer conhecer melhor.
Clara Guimarães
Sobre a música de hoje dos últimos dias
Concordo com jonh Cage quando diz que a música é um emaranhado de sons. Essa busca ensandecida pela forma, em buscar sentido no que não tem sentido, são perguntas sem respostas, uma atitude muito religiosa. Parece que o medo da morte provoca pânico, os neurônios entram em choque e o corpo passa a viver numa realidade paralela, cheia de cataloguismo, etiqueta-se tudo e enfia o caos em gavetas.
O tempo nunca deveria ter deixado de ser contemplativo, vamos todos explodir e virar um monte de parafusos tortos, na verdade já somos um monte de parafusos tortos. Servimos pra quê? É isso que é tão difícil de entender, não servimos pra nada, não faz sentido buscar sentido no que não há sentido.
O homem vive uma constante busca, a música partiu quase do zero, pois o zero é tudo aquilo que não pôde ser explicado dentro da racionalidade, a música é o herói, está no meio de uma gigantesca batalha em busca de uma identidade, esperando um dia voltar pra casa com o peito carregado de medalhas, a música é a forma-sonata.
E para alguns nunca vai deixar de ser, porque na verdade verdadeira das coisas a expansão da tonalidade e essas experiências com novos materiais sonoros servem pra mostrar que evoluímos, nós seres humanos somos a evolução final das espécies. Vivemos num tempo em que só nos preocupamos com nós mesmo, o individualismo é a nova diretriz, mas ao mesmo tempo doamos órgãos, alimentamos os pobres famintos para provar que somos bons e queremos preservar a nossa espécie e no meio desse caos, o mundo cão cheio de guerras, nos aproxima mais de Deus, pois o apocalipse está próximo.
É muito comum se pensar muito e fazer pouco, na escolinha os macaquinhos são adestrados para entender, ouvir, catalogar, pensar música, principalmente pensar, pois a música deve ser pensada e não sentida, nada deve ser sentido. A sensibilidade tem deixado de existir, o homem de verdade é racional, virou um macaco e o mundo um circo.
Uma vez uma menina me perguntou se essa música do século XX era uma busca pelo primitivismo e isso me vez pensar que para a humanidade não há mais solução, pode até parecer muito pessimismo, mas na verdade isso nos liberta desse estigma de salvação da humanidade, a humanidade não deve ser salva, não existe humanidade, só seres.
Clara Guimarães
Texto de 2004
domingo, março 12, 2006
Sobre o avanço do Brasil
O Brasil é um país que cresceu muito desde o início do século passado, foi um crescimento rápido, que para muitos passou quase que despercebido. Nosso país cresce rapidamente e em breve será uma das grandes potências mundiais, temos a criatividade e a garra para ir em busca de novos rumos e soluções, não esperamos que a desgraça se abata sobre nós, temos um espírito transformador, transformamos pouco em muito.
O Brasil é uma nação singular, nascemos das misturas de raças, povos e culturas, somos diferentes e tiramos da diferença a nossa força. Se pararmos para pensar no Brasil de hoje encontraremos corrupção, pobreza, segregação racial e social, violência, mas também muita força, criatividade e empreendedorismo, vamos tomar o caso do álcool, que não é de hoje que é tido como solução contra o monopólio da gasolina, um novo processo está sendo iniciado pelo mundo, a corrida do álcool - várias usinas estão sendo construídas, algumas delas com capital estrangeiro, assim como outros países vieram ao Brasil em Busca de tecnologia para iniciar a fabricação do álcool em seu próprio país- o Brasil também está produzindo o Biodiesel, que é um novo combustível produzido a partir de plantas oleaginosas, tais como Babaçu, mamona, soja, etc. O seu grande desafio é substituir o óleo diesel, tanto em uso veicular quanto na geração de energia elétrica, que sejam provenientes de fontes renováveis disponíveis no território nacional. O biodiesel é muito menos poluente que o diesel produzido a partir do petróleo, além disso, o petróleo não é um recurso renovável, ou seja, ele acabará um dia, já o biodiesel pode ser facilmente produzido e sua matéria-prima encontrada em todos os cantos de nosso país.
Temos nos tornado referência com a chamada nova agricultura, tão produtiva, eficiente, vigorosa e, sobretudo, tão vitoriosa quanto à agricultura dos países desenvolvidos. A nova e moderna agricultura tropical está enriquecendo o Brasil e melhorando a vida, não apenas dos agricultores, mas de todos os brasileiros. Ela criou, no interior, um movimento de ampla mobilidade social, transformando em inclusão o que antes era ameaça de marginalização: os então jovens agricultores sem acesso à terra no Sul, da década de 70, são hoje os eficientes produtores da nova geografia de produção, nos cerrados e semi-áridos irrigado. Hoje, a agricultura tropical é um sucesso que surpreende o mundo.
Mas não é só a agricultura que surpreendo o mundo, a nossa cultura como um todo tem sido aclamada pelo mundo, o Ano do Brasil na França foi um grande exemplo disto, a França respirava o Brasil, as ruas foram tomadas pelas nossas cores, nossos músicos, escritores, poetas, atores, artistas, todos reconhecidos pelos seus grandes talentos. Nosso país é único, nossas belezas naturais, riquezas geográficas, territoriais, culturais, arquiteturais, raciais, religiosas, culinárias. Tudo isso fez da cultura brasileira um formidável e curioso caleidoscópio, em que se mesclam raças e se misturam múltiplas concepções de vida, expressando uma enorme variedade de influências.
Devemos ter orgulhos de ser brasileiros, ter consciência de nossas grandes virtudes e a partir delas construir um futuro melhor, no Brasil, o país do futuro.
Clara Guimarães
O Brasil é uma nação singular, nascemos das misturas de raças, povos e culturas, somos diferentes e tiramos da diferença a nossa força. Se pararmos para pensar no Brasil de hoje encontraremos corrupção, pobreza, segregação racial e social, violência, mas também muita força, criatividade e empreendedorismo, vamos tomar o caso do álcool, que não é de hoje que é tido como solução contra o monopólio da gasolina, um novo processo está sendo iniciado pelo mundo, a corrida do álcool - várias usinas estão sendo construídas, algumas delas com capital estrangeiro, assim como outros países vieram ao Brasil em Busca de tecnologia para iniciar a fabricação do álcool em seu próprio país- o Brasil também está produzindo o Biodiesel, que é um novo combustível produzido a partir de plantas oleaginosas, tais como Babaçu, mamona, soja, etc. O seu grande desafio é substituir o óleo diesel, tanto em uso veicular quanto na geração de energia elétrica, que sejam provenientes de fontes renováveis disponíveis no território nacional. O biodiesel é muito menos poluente que o diesel produzido a partir do petróleo, além disso, o petróleo não é um recurso renovável, ou seja, ele acabará um dia, já o biodiesel pode ser facilmente produzido e sua matéria-prima encontrada em todos os cantos de nosso país.
Temos nos tornado referência com a chamada nova agricultura, tão produtiva, eficiente, vigorosa e, sobretudo, tão vitoriosa quanto à agricultura dos países desenvolvidos. A nova e moderna agricultura tropical está enriquecendo o Brasil e melhorando a vida, não apenas dos agricultores, mas de todos os brasileiros. Ela criou, no interior, um movimento de ampla mobilidade social, transformando em inclusão o que antes era ameaça de marginalização: os então jovens agricultores sem acesso à terra no Sul, da década de 70, são hoje os eficientes produtores da nova geografia de produção, nos cerrados e semi-áridos irrigado. Hoje, a agricultura tropical é um sucesso que surpreende o mundo.
Mas não é só a agricultura que surpreendo o mundo, a nossa cultura como um todo tem sido aclamada pelo mundo, o Ano do Brasil na França foi um grande exemplo disto, a França respirava o Brasil, as ruas foram tomadas pelas nossas cores, nossos músicos, escritores, poetas, atores, artistas, todos reconhecidos pelos seus grandes talentos. Nosso país é único, nossas belezas naturais, riquezas geográficas, territoriais, culturais, arquiteturais, raciais, religiosas, culinárias. Tudo isso fez da cultura brasileira um formidável e curioso caleidoscópio, em que se mesclam raças e se misturam múltiplas concepções de vida, expressando uma enorme variedade de influências.
Devemos ter orgulhos de ser brasileiros, ter consciência de nossas grandes virtudes e a partir delas construir um futuro melhor, no Brasil, o país do futuro.
Clara Guimarães
terça-feira, dezembro 06, 2005
quinta-feira, 7 de julho de 2005
Sobre o poder
O que a busca pelo poder representa na vida das pessoas? De acordo com o senso comum o mundo é divido entre dominantes e dominados, ou seja, o poder é restrito aos dominantes, aqueles que ditam as regras da sociedade. Todavia, alerto-lhes caros amigos leitores, que o poder é algo mais amplo do nos é apresentado e muito mais do que eu vos relatarei. Não existe uma única forma de exercer poder, assim como ela não está diretamente relacionada com o dinheiro, muitos de nós lutam para conseguir melhorias financeiras e aí conseguir alcançar o patamar de "mandar" nos outros. A sociedade está dividida, sim entre aqueles que momentaneamente o exercem e outros que são oprimidos, entretanto ocorre uma espécie de movimento cíclico, os julgam também são subjugados. Sendo ele exercido basicamente em quatro campos distintos: financeiro, familiar, afetivo e ideológico. É claro que esses campos podem ser interligados. O financeiro trata-se do mais comentado, a luta pela sobrevivência, o grande estigma de que, quem não tem dinheiro não come, e este não está necessariamente ligado ao trabalho, porque os parasitas também comem, a sempre uma forma de conseguir o alimento e manter-se vivo, os chamados baba-ovos por exemplo, aqueles que por faro ou a dita esperteza, colam nos mais abastados. No âmbito familiar o poder é exercido através da hierarquia, PAI - MÃE- FILHOS - AGREGADOS, embora necessariamente não siga essa mesma ordem. O ser humano tem uma grande necessidade de exercer poder, logo, o pai que é reprimido no trabalho reprime a mãe, que reprime os seus filho e agregados, que reprimem os agregados, cachorros, crianças menores, a criança pequena mata as formiguinhas inocentes e as formigas recolhem os restos mortais de tudo que está a sua volta. Essa estrutura familiar também divide a hierarquia em homens e mulheres, embora a emancipação feminina seja cada vez mais notória nos lares, em muitos deles a mulher passou a ser o chefe da família, mas mesmo nas diversas variações sempre é mantido a hierarquia, no âmbito financeiro ela também existe, mas acredito que o ponto de partida sempre foi as relações familiares, antes de existir governos ou proprietários, já existia posse e família. No campo afetivo encontramos várias diferenças, tomando como ponto de partida um casal com uma relação estável, o poder é percebido através de quem representa o que, ou seja, eu divido os casais em egoísta e generoso. O egoísta tem ele como centro e o generoso cede sempre em favor do egoísta, o poder está muitas vezes diluídos entre os dois e é disputado, pois o egoísta nunca está satisfeito e o generoso regojita suas benfeitorias. Além disso a sociedade, logo o contexto familiar, entra em busca da supremacia masculina, o homem tenta buscar uma posição superior e reprimir a mulher. Vivemos num tempo que as mulheres lutam pela soltura de suas amarras, e buscam igualdade nas relações, o direito de oprimir também. Muitos relacionamentos acabam quando a mulher passa a sustentar a casa, a ter uma posição hierárquica superior. Finalmente o ideológico, aquele capaz de mudar nações e está embutido nos mais diversos campos, seja na arte, esporte, filosófico, etc. Esse tipo de poder pode inclusive causar mais danos, ser mais severo, assim como inspirar grandes sentimentos. Quem é detentor deste poder consegue insuflar no outro as suas idéias e fazer com que estes tomem determinadas atitudes, muitas vezes sem nem perceber, o marketing é um exemplo bem primário, somos seguidores de comerciais e mídia, seguimos tendências. O homem luta sempre pela sobrevivência e tudo que está arraigado a isso é primordial, o topo na cadeia alimentar, a supremacia. Depois voltaremos a tocar neste assunto.
Clara Guimarães
Sobre o poder
O que a busca pelo poder representa na vida das pessoas? De acordo com o senso comum o mundo é divido entre dominantes e dominados, ou seja, o poder é restrito aos dominantes, aqueles que ditam as regras da sociedade. Todavia, alerto-lhes caros amigos leitores, que o poder é algo mais amplo do nos é apresentado e muito mais do que eu vos relatarei. Não existe uma única forma de exercer poder, assim como ela não está diretamente relacionada com o dinheiro, muitos de nós lutam para conseguir melhorias financeiras e aí conseguir alcançar o patamar de "mandar" nos outros. A sociedade está dividida, sim entre aqueles que momentaneamente o exercem e outros que são oprimidos, entretanto ocorre uma espécie de movimento cíclico, os julgam também são subjugados. Sendo ele exercido basicamente em quatro campos distintos: financeiro, familiar, afetivo e ideológico. É claro que esses campos podem ser interligados. O financeiro trata-se do mais comentado, a luta pela sobrevivência, o grande estigma de que, quem não tem dinheiro não come, e este não está necessariamente ligado ao trabalho, porque os parasitas também comem, a sempre uma forma de conseguir o alimento e manter-se vivo, os chamados baba-ovos por exemplo, aqueles que por faro ou a dita esperteza, colam nos mais abastados. No âmbito familiar o poder é exercido através da hierarquia, PAI - MÃE- FILHOS - AGREGADOS, embora necessariamente não siga essa mesma ordem. O ser humano tem uma grande necessidade de exercer poder, logo, o pai que é reprimido no trabalho reprime a mãe, que reprime os seus filho e agregados, que reprimem os agregados, cachorros, crianças menores, a criança pequena mata as formiguinhas inocentes e as formigas recolhem os restos mortais de tudo que está a sua volta. Essa estrutura familiar também divide a hierarquia em homens e mulheres, embora a emancipação feminina seja cada vez mais notória nos lares, em muitos deles a mulher passou a ser o chefe da família, mas mesmo nas diversas variações sempre é mantido a hierarquia, no âmbito financeiro ela também existe, mas acredito que o ponto de partida sempre foi as relações familiares, antes de existir governos ou proprietários, já existia posse e família. No campo afetivo encontramos várias diferenças, tomando como ponto de partida um casal com uma relação estável, o poder é percebido através de quem representa o que, ou seja, eu divido os casais em egoísta e generoso. O egoísta tem ele como centro e o generoso cede sempre em favor do egoísta, o poder está muitas vezes diluídos entre os dois e é disputado, pois o egoísta nunca está satisfeito e o generoso regojita suas benfeitorias. Além disso a sociedade, logo o contexto familiar, entra em busca da supremacia masculina, o homem tenta buscar uma posição superior e reprimir a mulher. Vivemos num tempo que as mulheres lutam pela soltura de suas amarras, e buscam igualdade nas relações, o direito de oprimir também. Muitos relacionamentos acabam quando a mulher passa a sustentar a casa, a ter uma posição hierárquica superior. Finalmente o ideológico, aquele capaz de mudar nações e está embutido nos mais diversos campos, seja na arte, esporte, filosófico, etc. Esse tipo de poder pode inclusive causar mais danos, ser mais severo, assim como inspirar grandes sentimentos. Quem é detentor deste poder consegue insuflar no outro as suas idéias e fazer com que estes tomem determinadas atitudes, muitas vezes sem nem perceber, o marketing é um exemplo bem primário, somos seguidores de comerciais e mídia, seguimos tendências. O homem luta sempre pela sobrevivência e tudo que está arraigado a isso é primordial, o topo na cadeia alimentar, a supremacia. Depois voltaremos a tocar neste assunto.
Clara Guimarães
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
Não existe silêncio! Você já se deparou com o silêncio? Eu nunca consegui encontrá-lo, passei grande parte da minha vida procurando por ele, mas um dia percebi que ele não existe, deve ser alguma entidade imaginária. Não existe silêncio porque a vida não para, o mundo não é estático, tudo vibra e das vibrações surgem os sons. Não existe som morto, mas na verdade nem morte existe. Se pararmos pra pensar que o corpo sempre serve de alimento para algo, com a morte algo é mantido vivo, é tudo movimento e som. Até o pensamento produz som... O som representa algo vital, o som da respiração... Podia dizer do coração, mas seria muito óbvio. Respirar é vida, mas passamos a nossa vida quase toda em busca morte, nos castramos e respiramos o mínimo possível, emburrecemos, vivemos uma quase não vida. Eu te desafio... Você respira direito, profundamente, percebe o seu diafragma se movimentar?? Observe uma criança recém chegada ao mundo, ela realmente vive, é notável o seu movimento respiratório. Quanto mais vivemos, mais deixamos de respirar. Você já percebeu que quando está deitado seus pensamentos e idéias parecem fluir com mais facilidade?? Quando estamos deitamos respiramos melhor, ficamos mais inteligentes porque oxigenamos melhor o cérebro. Pegue sua mão e coloque em seu umbigo, coloque quatro dedos acima... Então... Esse é o seu diafragma, esse músculo quase morto e atrofiado. Experimente empurrá-lo enquanto expira e voltar à posição inicial enquanto inspira. Faça esse teste durante pelo menos uma semana, tenho certeza que sua vida vai mudar você vai ficar mais inteligente. A nossa respiração é um retrato de nossas sensações e sentimentos, quando estamos com raiva, por exemplo, ela fica ofegante, e sem oxigenar o cérebro não conseguimos pensar direito, logo temos atitudes precipitadas. Vamos lançar uma campanha pela vida, vamos respirar direito, ficar mais inteligentes. Tenho certeza que o mundo será outro se todos passarem a respirar, realmente respirar.
Clara Guimarães
Não existe silêncio! Você já se deparou com o silêncio? Eu nunca consegui encontrá-lo, passei grande parte da minha vida procurando por ele, mas um dia percebi que ele não existe, deve ser alguma entidade imaginária. Não existe silêncio porque a vida não para, o mundo não é estático, tudo vibra e das vibrações surgem os sons. Não existe som morto, mas na verdade nem morte existe. Se pararmos pra pensar que o corpo sempre serve de alimento para algo, com a morte algo é mantido vivo, é tudo movimento e som. Até o pensamento produz som... O som representa algo vital, o som da respiração... Podia dizer do coração, mas seria muito óbvio. Respirar é vida, mas passamos a nossa vida quase toda em busca morte, nos castramos e respiramos o mínimo possível, emburrecemos, vivemos uma quase não vida. Eu te desafio... Você respira direito, profundamente, percebe o seu diafragma se movimentar?? Observe uma criança recém chegada ao mundo, ela realmente vive, é notável o seu movimento respiratório. Quanto mais vivemos, mais deixamos de respirar. Você já percebeu que quando está deitado seus pensamentos e idéias parecem fluir com mais facilidade?? Quando estamos deitamos respiramos melhor, ficamos mais inteligentes porque oxigenamos melhor o cérebro. Pegue sua mão e coloque em seu umbigo, coloque quatro dedos acima... Então... Esse é o seu diafragma, esse músculo quase morto e atrofiado. Experimente empurrá-lo enquanto expira e voltar à posição inicial enquanto inspira. Faça esse teste durante pelo menos uma semana, tenho certeza que sua vida vai mudar você vai ficar mais inteligente. A nossa respiração é um retrato de nossas sensações e sentimentos, quando estamos com raiva, por exemplo, ela fica ofegante, e sem oxigenar o cérebro não conseguimos pensar direito, logo temos atitudes precipitadas. Vamos lançar uma campanha pela vida, vamos respirar direito, ficar mais inteligentes. Tenho certeza que o mundo será outro se todos passarem a respirar, realmente respirar.
Clara Guimarães
Por que cantam as aves?
domingo, 26 de junho de 2005
Acredito que nem sempre paramos para pensar por que as aves cantam, geralmente passamos despercebido e não contemplamos os seus mais variados cantos, sonoridades e variações timbrísticas. Os pássaros não são essencialmente artistas, simplesmente cantam, eles estão de certa forma expressando ou manifestando um sentimento específico. Se você parar e prestar atenção, na maioria das vezes em que um pássaro está cantando livremente na natureza, está conversando com outro, normalmente da mesma espécie, pássaros realizam duetos de alta complexidade harmônica e em perfeita sincronia, ao ponto de muitas vezes ninguém suspeitar que são dois indivíduos cantando. Através do canto os pássaros marcam seus territórios, buscam suas fêmeas e advertem seus semelhantes. Outra maneira de mostrar sua força é batendo as asas e piando constantemente. Pelo fato de respirarem enquanto cantam podem ficar mais de sete minutos exibindo seus dotes. Os gritos e os pios estão em seus códigos genéticos, já o canto é aprendido com os adultos da mesma espécie. Dizem levar, mais ou menos, cem dias para o perfeito aprendizado e os cantos mais apreciados são os dos mais jovens ou os de idade sexual já em declínio. Existem muitas lendas em torno de pássaros, mas acho que o campeão deles é o Uirapuru-verdadeiro, este pequenino pássaro é amazônico e possui um canto espetacular, cheio de maestria e sonoridade, recheado de estrofes curtas e variadas, canta notas graves e agudas, introduzindo-as numa malha aveludada. O canto que ecoa pela mata tem um som puro e delicado, parecendo vir de uma entidade divina. A floresta silencia... É uma arte! Existem outros pássaros, como o canário belga, pássaro preto, trinca ferro, que possuem um canto extremamente complexo, cheio de variações timbrísticas e sons feitos com o aparelho respiratório, como se fosse por si só um instrumentos musical. Os pássaros tem a capacidade de cantar até 45 notas por segundo, realizando façanhas impressionante, deixando quem os ouve boquiabertos. Tenho certeza que depois de tudo isso você irá parar e apreciar o canto dos pássaros, não há nada que possa ser comparado a esse tipo de sensação.
Clara Guimarães
Acredito que nem sempre paramos para pensar por que as aves cantam, geralmente passamos despercebido e não contemplamos os seus mais variados cantos, sonoridades e variações timbrísticas. Os pássaros não são essencialmente artistas, simplesmente cantam, eles estão de certa forma expressando ou manifestando um sentimento específico. Se você parar e prestar atenção, na maioria das vezes em que um pássaro está cantando livremente na natureza, está conversando com outro, normalmente da mesma espécie, pássaros realizam duetos de alta complexidade harmônica e em perfeita sincronia, ao ponto de muitas vezes ninguém suspeitar que são dois indivíduos cantando. Através do canto os pássaros marcam seus territórios, buscam suas fêmeas e advertem seus semelhantes. Outra maneira de mostrar sua força é batendo as asas e piando constantemente. Pelo fato de respirarem enquanto cantam podem ficar mais de sete minutos exibindo seus dotes. Os gritos e os pios estão em seus códigos genéticos, já o canto é aprendido com os adultos da mesma espécie. Dizem levar, mais ou menos, cem dias para o perfeito aprendizado e os cantos mais apreciados são os dos mais jovens ou os de idade sexual já em declínio. Existem muitas lendas em torno de pássaros, mas acho que o campeão deles é o Uirapuru-verdadeiro, este pequenino pássaro é amazônico e possui um canto espetacular, cheio de maestria e sonoridade, recheado de estrofes curtas e variadas, canta notas graves e agudas, introduzindo-as numa malha aveludada. O canto que ecoa pela mata tem um som puro e delicado, parecendo vir de uma entidade divina. A floresta silencia... É uma arte! Existem outros pássaros, como o canário belga, pássaro preto, trinca ferro, que possuem um canto extremamente complexo, cheio de variações timbrísticas e sons feitos com o aparelho respiratório, como se fosse por si só um instrumentos musical. Os pássaros tem a capacidade de cantar até 45 notas por segundo, realizando façanhas impressionante, deixando quem os ouve boquiabertos. Tenho certeza que depois de tudo isso você irá parar e apreciar o canto dos pássaros, não há nada que possa ser comparado a esse tipo de sensação.
Clara Guimarães
Dos prazeres
quinta-feira, 23 de junho de 2005
Sem dúvida reclamamos muito da vida, e tomamos por banalidade aquilo que poderia nos trazer um prazer exuberante. Você já experimentou olhar em volta, ver as pretuberâncias das cores. O mundo é colorido e vivemos nele. Acredito que podemos sentir prazeres mesmo nas coisas aparentemente mais singelas, a beleza do dia. O inverno finalmente está chegando, as cores das paisagens estão mudando, o verde vibra mais verde, antes o verde era amarelado. O sol toca o solo e reflete sua cor em tudo que está a sua volta, mas agora o céu está com nuvens cinzas e o verde mais verde. Um verde vibrante que grita, nos chama para ver a vida. As paisagens do interior do paraná estão esplêndidas. Os laguinhos cada vez mais prateados, contrastando com o verde e a terra bordô, mas um bordô fechado, quase roxo. O céu quase prata contendo os arroubos solares e os azuis transgressores surgem em pequenos pedaços, mas não é um azul qualquer, são azuis avermelhados, azuis quase turquesa, um azul único contrastando o verde que parece infinito, o horizonte parece não ter fim. Quando parece que a natureza já esgotou suas maravilhas surge o grande Tibagi, a sua imensidão em movimentos, águas correntes, casinhas rústicas que o beiram, pontes cuidadosas e estreitas, um pouco mais à frente uma fábrica de cerâmica rústicas com suas torres circulares, circundadas pelo negro penetrante da fuligem. Agora mergulho novamente em vales verdes, sinto como se tivesse engolido todo o encantamento das sensações, como naquele conto indiano do menino que tem o universo na garganta, eu tenho a imensidão do horizonte dentro de mim, isso reprime o vazio, emociona, provoca ondas de prazeres quase tácteis, faz se desmanchar em lágrimas mesmo aqueles que afirmam que a fonte secou. Esse é o caminho para Assaí, uma cidade pequena no meio de algo que mais parece um vale vibrante. Casinhas, vaquinhas, laguinhos, montanhas, rochas, terra roxa... Ao entrar na cidade se percebe as cores urbanas de uma cidade distante, miúda, mas não de sensações amiúdes, únicas. Muitas vezes os momentos são tão únicos, que precisam ser eternizados dentro de nós, como diamantes cravados no peito.
Clara Guimarães
Sem dúvida reclamamos muito da vida, e tomamos por banalidade aquilo que poderia nos trazer um prazer exuberante. Você já experimentou olhar em volta, ver as pretuberâncias das cores. O mundo é colorido e vivemos nele. Acredito que podemos sentir prazeres mesmo nas coisas aparentemente mais singelas, a beleza do dia. O inverno finalmente está chegando, as cores das paisagens estão mudando, o verde vibra mais verde, antes o verde era amarelado. O sol toca o solo e reflete sua cor em tudo que está a sua volta, mas agora o céu está com nuvens cinzas e o verde mais verde. Um verde vibrante que grita, nos chama para ver a vida. As paisagens do interior do paraná estão esplêndidas. Os laguinhos cada vez mais prateados, contrastando com o verde e a terra bordô, mas um bordô fechado, quase roxo. O céu quase prata contendo os arroubos solares e os azuis transgressores surgem em pequenos pedaços, mas não é um azul qualquer, são azuis avermelhados, azuis quase turquesa, um azul único contrastando o verde que parece infinito, o horizonte parece não ter fim. Quando parece que a natureza já esgotou suas maravilhas surge o grande Tibagi, a sua imensidão em movimentos, águas correntes, casinhas rústicas que o beiram, pontes cuidadosas e estreitas, um pouco mais à frente uma fábrica de cerâmica rústicas com suas torres circulares, circundadas pelo negro penetrante da fuligem. Agora mergulho novamente em vales verdes, sinto como se tivesse engolido todo o encantamento das sensações, como naquele conto indiano do menino que tem o universo na garganta, eu tenho a imensidão do horizonte dentro de mim, isso reprime o vazio, emociona, provoca ondas de prazeres quase tácteis, faz se desmanchar em lágrimas mesmo aqueles que afirmam que a fonte secou. Esse é o caminho para Assaí, uma cidade pequena no meio de algo que mais parece um vale vibrante. Casinhas, vaquinhas, laguinhos, montanhas, rochas, terra roxa... Ao entrar na cidade se percebe as cores urbanas de uma cidade distante, miúda, mas não de sensações amiúdes, únicas. Muitas vezes os momentos são tão únicos, que precisam ser eternizados dentro de nós, como diamantes cravados no peito.
Clara Guimarães
Do artista
domingo, 19 de junho de 2005
Ser artista é difícil! Ou ser artista é fácil! Existem duas vertentes de pensamente defendido pela sociedade, para alguns, artista é aquele ser marginalizado, sem dinheiro, sem perspectiva de um amanhã promissor ou com fartura. Para outros artista é aquela celebridade que aparece na revista, faz uma novelinha, canta uma musiquinha e ganha muito dinheiro, tem uma vidinha fácil, enquanto outros se matam de trabalhar. Quem será que é de fato o artista, o que significa fazer arte? Fazer arte não é divertir a corte. Quando um indivíduo faz arte, é por sentir uma necessidade, é algo muito mais forte do que a sua própria existência, ele sucumbi à uma vontade incontrolável, algo que o faça dar sentido a sua existência. Fazer arte é colocar pra fora o que os espeta as entranhas, que revira o estômago, sua dor, sua felicidade. É como ver cores em filme preto e branco. Entretanto sofremos um processo de burocratização da arte, o artista tem institucionalizado a sua arte, virado burocrata, muitas vezes em nome de uma arte pura, mas o que vem a ser uma arte pura? O artista cria regras técnicas e normas para burocratizar a arte e assim atingir uma pureza. O artista cada vez mais se afasta de sua necessidade básica de existência, se afasta da arte como integração social para se fechar em um nicho muitas vezes discriminatório. A universidade pública é financiada pela sociedade, é necessário que venha dela (universidade) uma contrapartida social, uma retribuição pelas valias cedidas pela sociedade, todavia a arte realizada na universidade na maioria das vezes é elitista e burocrática, perde-se o real sentido, a necessidade dolorosa e sofrida por uma realização pessoal, que só é obtida através dela. Quando mais rebuscamento e erudição, mais institucionalizada, regrada, fria. Ouço por parte de muitos artista a reclamação de que não há espaço para no Brasil. Entretanto, vamos refletir um pouco: Esse artista que reclama tanto, faz algo para que sua arte seja vista, apreciada, compartilhada? Geralmente não faz nada, espera sentado, discutindo formas e meios técnicos de aprimorá-la. Vivemos num mundo de oportunidades para aqueles que a buscam, as oportunidades não batem em nossa porta, não nos puxam pelo braço e nos empurra para o estrelato. Buscar as diversas formas de viabilizar um projeto social não é ser burocrático, como muitos dizem. É socializar a sua arte, dar oportunidades para os outros a apreciarem, na verdade acho que os artistas acadêmicos eruditos universitários tem interesse em guardar os seus grandes feitos para quem possa entendê-la, afinal sua arte precisa ser entendida e não apreciada. Para a arte só isto basta, sentir... é um campo das sensibilidades. Levantar e ir a luta serve para todos, lutar pelo seus desejos e anseios, o mundo foi feito para os lutadores, esse sim viram vencedores. Cada um tem a sua própria necessidade existencial, e para aqueles que acham não gostar de nada, experimentem mais a vida, existe algo esperando para espetar as suas entranhas.
Clara Guimarães
Ser artista é difícil! Ou ser artista é fácil! Existem duas vertentes de pensamente defendido pela sociedade, para alguns, artista é aquele ser marginalizado, sem dinheiro, sem perspectiva de um amanhã promissor ou com fartura. Para outros artista é aquela celebridade que aparece na revista, faz uma novelinha, canta uma musiquinha e ganha muito dinheiro, tem uma vidinha fácil, enquanto outros se matam de trabalhar. Quem será que é de fato o artista, o que significa fazer arte? Fazer arte não é divertir a corte. Quando um indivíduo faz arte, é por sentir uma necessidade, é algo muito mais forte do que a sua própria existência, ele sucumbi à uma vontade incontrolável, algo que o faça dar sentido a sua existência. Fazer arte é colocar pra fora o que os espeta as entranhas, que revira o estômago, sua dor, sua felicidade. É como ver cores em filme preto e branco. Entretanto sofremos um processo de burocratização da arte, o artista tem institucionalizado a sua arte, virado burocrata, muitas vezes em nome de uma arte pura, mas o que vem a ser uma arte pura? O artista cria regras técnicas e normas para burocratizar a arte e assim atingir uma pureza. O artista cada vez mais se afasta de sua necessidade básica de existência, se afasta da arte como integração social para se fechar em um nicho muitas vezes discriminatório. A universidade pública é financiada pela sociedade, é necessário que venha dela (universidade) uma contrapartida social, uma retribuição pelas valias cedidas pela sociedade, todavia a arte realizada na universidade na maioria das vezes é elitista e burocrática, perde-se o real sentido, a necessidade dolorosa e sofrida por uma realização pessoal, que só é obtida através dela. Quando mais rebuscamento e erudição, mais institucionalizada, regrada, fria. Ouço por parte de muitos artista a reclamação de que não há espaço para no Brasil. Entretanto, vamos refletir um pouco: Esse artista que reclama tanto, faz algo para que sua arte seja vista, apreciada, compartilhada? Geralmente não faz nada, espera sentado, discutindo formas e meios técnicos de aprimorá-la. Vivemos num mundo de oportunidades para aqueles que a buscam, as oportunidades não batem em nossa porta, não nos puxam pelo braço e nos empurra para o estrelato. Buscar as diversas formas de viabilizar um projeto social não é ser burocrático, como muitos dizem. É socializar a sua arte, dar oportunidades para os outros a apreciarem, na verdade acho que os artistas acadêmicos eruditos universitários tem interesse em guardar os seus grandes feitos para quem possa entendê-la, afinal sua arte precisa ser entendida e não apreciada. Para a arte só isto basta, sentir... é um campo das sensibilidades. Levantar e ir a luta serve para todos, lutar pelo seus desejos e anseios, o mundo foi feito para os lutadores, esse sim viram vencedores. Cada um tem a sua própria necessidade existencial, e para aqueles que acham não gostar de nada, experimentem mais a vida, existe algo esperando para espetar as suas entranhas.
Clara Guimarães
Os índios
quinta-feira, 16 de junho de 2005
Acho esgraçado que os índios no nosso país, sejam considerados seres quase mitológicos, existem muitas histórias, muitos já ouviram falar, mas a maioria nunca viu. Na verdade, as vezes na televisão aparecem índios falando umas coisas, mas logo são esquecidos. O que vejo por aí são muitas coisas absurdas, no orkut por exemplo tem uma comunidade chamada: "Não existem mais índios", logo na descrição você se depara com: "Índio de Cherokee, celular, patinete e três oitão. Sem zarabatana, cocar, flecha ou arpão. Índio agora é inflamável, cobra pedágio e veste pano. Só vende madeira, diamante e bichano." para justificar essas afirmações o criador diz: "Nada contra índio de verdade, que vive na aldeia uma vida de índio e só faz programa d índio. Mas esses vagabundos que andam de caminhonete para lá e para cá, usam mais celular que um executivo, só vestem roupa de marca e assitem a novela todo dia (só a novela, na hora do jornal eles mudam de canal) não são índios e por isso não podem exigir um monte de regalia só pela aparência." Uma criatura muito inteligente complementa: "Concordo plenamente com vc!! Vc só esqueceu de citar o fato de eles viajarem para lá e para cá de avião, e o que é pior de tudo é que eles ainda viajam com aquelas roupas indígenas se achando os diferentes. Por que eles não ficam lá no meio do mato pescando e protegendo as origens deles??". Ficaram emocionados? Pois é, a burrice humana não tem limite mesmo! Vamos raciocinar um pouco: Imagine você se... seu pai é japonês, sua mãe, seu avô, sua avó, seu imão, sua tia também e todos gostam de sushi, mas você não gosta de sushi, na verdade odeia, por isso tu deixas de ser japonês? Os tempos mudaram, a sociedade mudou, não podemos cobrar que os índios estacionem no tempo, se nós mesmo não estacionamos. Índio é gente e não bicho, índio tem sentimentos, índio vive, índio pensa e não é burro, nem preguiçoso. São só diferentes, a sociedade indígena não é capitalista, se um passa fome na aldeia, todos passam, e se tem fatura é para todos. Quem será que é mais civilizado? Eles foram assassinados, humilhados, menosprezados, expulsos e se hoje conseguiram melhorar um pouco sua condição foi com muita luta, aprenderam que não dá para esperar as coisas cairem do céu. Mas tudo está no começo, é preciso muita luta ainda. Apesar de todas as dificuldades e preconceitos, muitas nações ainda preservam suas línguas e costumes, no Brasil se fala mais de cento e oitenta línguas e antigamente existiam muitas outras, há não muito tempo atrás existiam missões, onde era dado "educação" aos índios, eram obrigados a aprender o português e castigados se falassem sua língua, depois inventaram uma história de língua indígena universal, onde todos eram obrigados a aprender a mesma língua. Na ditaduta militar existia o sopão distribuidos pelos militares, nessas ocasiões os índios deveriam pedir a comida em português e caso o contrário não comiam. Mas isso não é nada perto dos 500 anos de atrocidades. A cultura indígena é linda, minha paixão é a música, complexa e simples, melhor do que essas mpbzinhas tocadas em barzinhos, seus intrumentos, sonoridades, criatividade, é surpreendente, como adentrar em um caminho rico, farto, colorido e não ter mais vontade de voltar. Existem alguns cds de música indígena no mercado, a maioria muito bom. Vamos desmitificar, índio também é gente!
Clara Guimarães
Acho esgraçado que os índios no nosso país, sejam considerados seres quase mitológicos, existem muitas histórias, muitos já ouviram falar, mas a maioria nunca viu. Na verdade, as vezes na televisão aparecem índios falando umas coisas, mas logo são esquecidos. O que vejo por aí são muitas coisas absurdas, no orkut por exemplo tem uma comunidade chamada: "Não existem mais índios", logo na descrição você se depara com: "Índio de Cherokee, celular, patinete e três oitão. Sem zarabatana, cocar, flecha ou arpão. Índio agora é inflamável, cobra pedágio e veste pano. Só vende madeira, diamante e bichano." para justificar essas afirmações o criador diz: "Nada contra índio de verdade, que vive na aldeia uma vida de índio e só faz programa d índio. Mas esses vagabundos que andam de caminhonete para lá e para cá, usam mais celular que um executivo, só vestem roupa de marca e assitem a novela todo dia (só a novela, na hora do jornal eles mudam de canal) não são índios e por isso não podem exigir um monte de regalia só pela aparência." Uma criatura muito inteligente complementa: "Concordo plenamente com vc!! Vc só esqueceu de citar o fato de eles viajarem para lá e para cá de avião, e o que é pior de tudo é que eles ainda viajam com aquelas roupas indígenas se achando os diferentes. Por que eles não ficam lá no meio do mato pescando e protegendo as origens deles??". Ficaram emocionados? Pois é, a burrice humana não tem limite mesmo! Vamos raciocinar um pouco: Imagine você se... seu pai é japonês, sua mãe, seu avô, sua avó, seu imão, sua tia também e todos gostam de sushi, mas você não gosta de sushi, na verdade odeia, por isso tu deixas de ser japonês? Os tempos mudaram, a sociedade mudou, não podemos cobrar que os índios estacionem no tempo, se nós mesmo não estacionamos. Índio é gente e não bicho, índio tem sentimentos, índio vive, índio pensa e não é burro, nem preguiçoso. São só diferentes, a sociedade indígena não é capitalista, se um passa fome na aldeia, todos passam, e se tem fatura é para todos. Quem será que é mais civilizado? Eles foram assassinados, humilhados, menosprezados, expulsos e se hoje conseguiram melhorar um pouco sua condição foi com muita luta, aprenderam que não dá para esperar as coisas cairem do céu. Mas tudo está no começo, é preciso muita luta ainda. Apesar de todas as dificuldades e preconceitos, muitas nações ainda preservam suas línguas e costumes, no Brasil se fala mais de cento e oitenta línguas e antigamente existiam muitas outras, há não muito tempo atrás existiam missões, onde era dado "educação" aos índios, eram obrigados a aprender o português e castigados se falassem sua língua, depois inventaram uma história de língua indígena universal, onde todos eram obrigados a aprender a mesma língua. Na ditaduta militar existia o sopão distribuidos pelos militares, nessas ocasiões os índios deveriam pedir a comida em português e caso o contrário não comiam. Mas isso não é nada perto dos 500 anos de atrocidades. A cultura indígena é linda, minha paixão é a música, complexa e simples, melhor do que essas mpbzinhas tocadas em barzinhos, seus intrumentos, sonoridades, criatividade, é surpreendente, como adentrar em um caminho rico, farto, colorido e não ter mais vontade de voltar. Existem alguns cds de música indígena no mercado, a maioria muito bom. Vamos desmitificar, índio também é gente!
Clara Guimarães
segunda-feira, 13 de junho de 2005
Sempre escuto por aí que a humanidade não tem mais conserto, e me pergunto se ela já foi alguma dia nova, sã, saudável, porque se ela precisa de conserto já deve ter sido boa, nova. Não consigo visualizar isso, entretanto deve ter sido "normal" antes de Eva ter comido a maçã, foi uma péssima idéia essa da maçã, como pode ela ter cedido as tentações do demônio, graças a ela, uma mulher estúpida o mundo está desse jeito, mas bem que Deus, o todo poderoso poderia ser mais generoso conosco... Algumas poucas pessoas percebem essa perversidade do ser humano, a maioria prefere se fechar e ver tudo de uma cor só. Estava conversando com Dante um dia desses e ele me disse, que não entendia porque as pessoas só conserguiam enxergar o Nietzsche como alguém pessimista. Eu acho que em alguns aspectos ele era o homem sensato, se fosse tão pessimista assim teria se matado, acredito também que a escrita o mantinha satisfeito, ligado a uma realidade, a nossa realidade dos normais. Talvez no dia em que essa ferramenta já não surtia mais esse efeito calmante, ele tenha se entregado a loucura, não sei... Acredito que ele era um homem que gostava de viver, vivia, se permitia ver as cores da vida, enxergar as pessoas como elas são de fato, a humanidade tem a sua podridão, o ser humano tem milhares de defeitos, e talvez o pior de todos seja achar que são melhores do que a natureza, podem viver sem ela, vão acabar construindo um cantinho em Marte e fugir desse caos, e os pobres mortais vão morrer sufocados com tanta poluição e nós passarinhos também. Vocês já pararam para pensar porque estamos passando tanto calor, frio ou enxentes, também secas... É a poluição!!! Eu sei que não é novidade para ninguém, mas todos preferem esquecer disso e continuar sujando tudo, está tudo péssimo mesmo, a humanidade está "perdida", Deus esqueceu de nós... Vamos nos matar!!!! Agora digam que eu também sou pessimista e se alguém se matar a culpa é minha.
Clara Guimarães
Sempre escuto por aí que a humanidade não tem mais conserto, e me pergunto se ela já foi alguma dia nova, sã, saudável, porque se ela precisa de conserto já deve ter sido boa, nova. Não consigo visualizar isso, entretanto deve ter sido "normal" antes de Eva ter comido a maçã, foi uma péssima idéia essa da maçã, como pode ela ter cedido as tentações do demônio, graças a ela, uma mulher estúpida o mundo está desse jeito, mas bem que Deus, o todo poderoso poderia ser mais generoso conosco... Algumas poucas pessoas percebem essa perversidade do ser humano, a maioria prefere se fechar e ver tudo de uma cor só. Estava conversando com Dante um dia desses e ele me disse, que não entendia porque as pessoas só conserguiam enxergar o Nietzsche como alguém pessimista. Eu acho que em alguns aspectos ele era o homem sensato, se fosse tão pessimista assim teria se matado, acredito também que a escrita o mantinha satisfeito, ligado a uma realidade, a nossa realidade dos normais. Talvez no dia em que essa ferramenta já não surtia mais esse efeito calmante, ele tenha se entregado a loucura, não sei... Acredito que ele era um homem que gostava de viver, vivia, se permitia ver as cores da vida, enxergar as pessoas como elas são de fato, a humanidade tem a sua podridão, o ser humano tem milhares de defeitos, e talvez o pior de todos seja achar que são melhores do que a natureza, podem viver sem ela, vão acabar construindo um cantinho em Marte e fugir desse caos, e os pobres mortais vão morrer sufocados com tanta poluição e nós passarinhos também. Vocês já pararam para pensar porque estamos passando tanto calor, frio ou enxentes, também secas... É a poluição!!! Eu sei que não é novidade para ninguém, mas todos preferem esquecer disso e continuar sujando tudo, está tudo péssimo mesmo, a humanidade está "perdida", Deus esqueceu de nós... Vamos nos matar!!!! Agora digam que eu também sou pessimista e se alguém se matar a culpa é minha.
Clara Guimarães
Finalmente estou adentrando o mundo virtual das palavras, pensei muito se deveria ou não expor os meus pensamentos de passarinho falante para o mundo. Sinto falta de escrever, despejar os meus piados. Acabei de ver um filme chamado: "Nunca te vi, sempre te amei". Acho que faz algum tempo que algo não me tocava assim, não sei se é pelo fato de estar sozinha e com cólicas. Na verdade sei muito bem o que amar sem nunca ter visto, a sensação angustiante da espera por uma carta, principalmente por uma carta poética, as vezes como ensaio de estilo literário, sinto falta disso, mas ter perto também é delicioso, vou parar por aqui, cólicas me deixam romântica demais. Tenho pensado muito nas cores, cores vivas e vibrantes, verdes amarelados e azuis esverdeados. Estou muito verde ultimante. Sempre que vou dar as minhas aulinhas e pego aquele ônibus amarelo, fico me maravilhando pela janela, vendo o verde gritando lá fora e ouvindo o som da estrada, ou de alguma senhora que passa a viagem inteira a contar a mesma estória, geralmente estórias fascinantes de suas vidas medíocres, a briga que teve com um cobrador de ônibus... Na minha última viagem, achei que uma dessas senhoras devia ser um daqueles passarinhos neuróticos, que ficam cantando, cantando, cantando, cada vez mais alto, parece até que vai explodir, não chega a ser como o pássaro saci, mas quase... Uma senhora de meia idade, de cabelos curtos e encaracolados, que insistia em contar a sua brilhante jornada, havia brigado com um cobrador de ônibus no dia anterior. Tinha uma fala débil, parecia uma neurótica obssessiva, com olhos vidrados no vazio. O maior acontecimento de sua vida, a grande revelação de luta por sua sobrevivência: EU VENCI! O energúmeno cobrador queria cobrar uma passagem até Sante Cecília e ela morava um quilômetro depois do trevo de Warta, que segundo a própria foi registrado por um velocímetro de carro. Ela estava com o dinheiro contado da passagem R$ 2,19, mas o cobrador estava irredutível e a nossa heroína precisou tomar uma atitude: - mostre-me o seu crachá! vou anotar o número e seu nome, vou ligar para a empresa! Pronto tudo foi resolvido. Toda esta estória aconteceu em menos de um quilômetro e eu a ouvi repetidamente por uma hora. Achei impressionante a forma como ela dava um brilho, e contava cada repetição com mais emoção, até eu fiquei emocionada, mas não chorei, nunca vi um passarinho chorar, acho que não serei o primeiro.
Clara Guimarães
Clara Guimarães



