sexta-feira, abril 21, 2006

 Posted by Picasa

quarta-feira, abril 19, 2006

Dia Mundial do Índio

No dia 19 de abril comemorar-se-á o dia mundial do índio, para a surpresa de muitos é dia mundial mesmo, no México, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, do qual participaram diversos países da América. Os índios também foram convidados, mas por causa das constantes perseguições e do desrespeito que sofriam, não aceitaram o convite. Dias depois, após uma reflexão sobre a importância do Congresso na luta pelos seus direitos, os índios decidiram comparecer. A data do acontecimento, 19 de abril, tornou-se o Dia mundial do índio, pois foi a primeira vez que os índios se integraram com os brancos em busca de seus direitos, foi um marco.

Hoje, no Brasil, vivem cerca de 350 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista. No Brasil do Descobrimento se falavam mais de 2000 línguas indígenas, hoje só umas 180 restaram e muitas delas serão extintas nos próximos anos. A língua de um povo é a sua maior expressão, uma língua depois de morta não tem como voltar a ser falada, pois ela é muito mais do que listas de vocabulário, uma língua se renova a cada dia.


Descritos na época do descobrimento como “nus, ferozes e antropófagos” (Hans Staden, 1557), os índios do Brasil se transformaram, cinco séculos depois (para o imaginário ocidental) em pacíficos ecologistas que nossa civilização ameaça com sua crescente dominação... Devemos, no entanto, nos lembrar: Nem bons, nem selvagens, os ameríndios da Amazônia continuam no seio de suas fortes e originais culturas. Seus mundos sonoros, que nós chamamos de música, estão entre os menos conhecidos do planeta.

Na minha página da trama tem duas músicas indígenas pra quem quer conhecer melhor.

Clara Guimarães

Sobre a música de hoje dos últimos dias

Concordo com jonh Cage quando diz que a música é um emaranhado de sons. Essa busca ensandecida pela forma, em buscar sentido no que não tem sentido, são perguntas sem respostas, uma atitude muito religiosa. Parece que o medo da morte provoca pânico, os neurônios entram em choque e o corpo passa a viver numa realidade paralela, cheia de cataloguismo, etiqueta-se tudo e enfia o caos em gavetas.
O tempo nunca deveria ter deixado de ser contemplativo, vamos todos explodir e virar um monte de parafusos tortos, na verdade já somos um monte de parafusos tortos. Servimos pra quê? É isso que é tão difícil de entender, não servimos pra nada, não faz sentido buscar sentido no que não há sentido.
O homem vive uma constante busca, a música partiu quase do zero, pois o zero é tudo aquilo que não pôde ser explicado dentro da racionalidade, a música é o herói, está no meio de uma gigantesca batalha em busca de uma identidade, esperando um dia voltar pra casa com o peito carregado de medalhas, a música é a forma-sonata.
E para alguns nunca vai deixar de ser, porque na verdade verdadeira das coisas a expansão da tonalidade e essas experiências com novos materiais sonoros servem pra mostrar que evoluímos, nós seres humanos somos a evolução final das espécies. Vivemos num tempo em que só nos preocupamos com nós mesmo, o individualismo é a nova diretriz, mas ao mesmo tempo doamos órgãos, alimentamos os pobres famintos para provar que somos bons e queremos preservar a nossa espécie e no meio desse caos, o mundo cão cheio de guerras, nos aproxima mais de Deus, pois o apocalipse está próximo.
É muito comum se pensar muito e fazer pouco, na escolinha os macaquinhos são adestrados para entender, ouvir, catalogar, pensar música, principalmente pensar, pois a música deve ser pensada e não sentida, nada deve ser sentido. A sensibilidade tem deixado de existir, o homem de verdade é racional, virou um macaco e o mundo um circo.
Uma vez uma menina me perguntou se essa música do século XX era uma busca pelo primitivismo e isso me vez pensar que para a humanidade não há mais solução, pode até parecer muito pessimismo, mas na verdade isso nos liberta desse estigma de salvação da humanidade, a humanidade não deve ser salva, não existe humanidade, só seres.

Clara Guimarães
Texto de 2004
 Posted by Picasa
Crimes na internet? Denuncie