Dia Mundial do Índio
No dia 19 de abril comemorar-se-á o dia mundial do índio, para a surpresa de muitos é dia mundial mesmo, no México, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, do qual participaram diversos países da América. Os índios também foram convidados, mas por causa das constantes perseguições e do desrespeito que sofriam, não aceitaram o convite. Dias depois, após uma reflexão sobre a importância do Congresso na luta pelos seus direitos, os índios decidiram comparecer. A data do acontecimento, 19 de abril, tornou-se o Dia mundial do índio, pois foi a primeira vez que os índios se integraram com os brancos em busca de seus direitos, foi um marco.
Hoje, no Brasil, vivem cerca de 350 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista. No Brasil do Descobrimento se falavam mais de 2000 línguas indígenas, hoje só umas 180 restaram e muitas delas serão extintas nos próximos anos. A língua de um povo é a sua maior expressão, uma língua depois de morta não tem como voltar a ser falada, pois ela é muito mais do que listas de vocabulário, uma língua se renova a cada dia.
Descritos na época do descobrimento como “nus, ferozes e antropófagos” (Hans Staden, 1557), os índios do Brasil se transformaram, cinco séculos depois (para o imaginário ocidental) em pacíficos ecologistas que nossa civilização ameaça com sua crescente dominação... Devemos, no entanto, nos lembrar: Nem bons, nem selvagens, os ameríndios da Amazônia continuam no seio de suas fortes e originais culturas. Seus mundos sonoros, que nós chamamos de música, estão entre os menos conhecidos do planeta.
Na minha página da trama tem duas músicas indígenas pra quem quer conhecer melhor.
Clara Guimarães
Hoje, no Brasil, vivem cerca de 350 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira. Cabe esclarecer que este dado populacional considera tão-somente aqueles indígenas que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas. Há também indícios da existência de mais ou menos 53 grupos ainda não-contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista. No Brasil do Descobrimento se falavam mais de 2000 línguas indígenas, hoje só umas 180 restaram e muitas delas serão extintas nos próximos anos. A língua de um povo é a sua maior expressão, uma língua depois de morta não tem como voltar a ser falada, pois ela é muito mais do que listas de vocabulário, uma língua se renova a cada dia.
Descritos na época do descobrimento como “nus, ferozes e antropófagos” (Hans Staden, 1557), os índios do Brasil se transformaram, cinco séculos depois (para o imaginário ocidental) em pacíficos ecologistas que nossa civilização ameaça com sua crescente dominação... Devemos, no entanto, nos lembrar: Nem bons, nem selvagens, os ameríndios da Amazônia continuam no seio de suas fortes e originais culturas. Seus mundos sonoros, que nós chamamos de música, estão entre os menos conhecidos do planeta.
Na minha página da trama tem duas músicas indígenas pra quem quer conhecer melhor.
Clara Guimarães

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